segunda-feira, 30 de junho de 2014

Dia Mundial das Redes Sociais

Pensamento do dia:

Atualmente vive-se numa Sociedade da Informação, em que a informação é produzida, registada e transmitida em diversos suportes e formatos, a um ritmo acelerado, proporcionando uma grande quantidade de informação, facilmente acessível através das novas tecnologias da informação e da comunicação.
Estamos numa era em que o termo popular Nativos Digitais (nascidos no despontar da massificação tecnológica, lidam com telemóveis, computadores e acedem à Internet como ninguém) já faz parte do nosso vocabulário como sinónimo de pesquisa, os motores de busca, que são uma ferramenta básica do mundo digital que na generalidade usamos de forma bastante rudimentar. Será que as pessoas sabem realmente “Googlar”? Será que sabem selecionar de forma crítica a informação que lhes é apresentada?
Agora temos uma geração que absorve melhor a informação e que toma decisões mais rapidamente, são multifacetados e processam informações em paralelo; uma geração que pensa graficamente ao invés de textualmente. Isto tudo devido ao crescimento exponencial da tecnologia. 
Os nativos digitais são a primeira geração que, com o suporte da Internet, já cresceu habituada a produzir e selecionar o próprio conteúdo.


Retirado do link
Com as tecnologias, surgiram as redes sociais que para muita gente, são como diários eletrónicos, contam como foi o dia, o que vão fazer à noite, publicam fotos e falam de emoções. Pode não parecer mas é um comportamento perigoso, não se deve divulgar informações sobre a localização e rotina, aceitar desconhecidos como amigos e exibir fotos que indiquem a situação financeira. Todas as precauções que se tem na vida real, por exemplo o simples abrir da porta de nossa casa, tem que se adotar rigorosamente como medida de segurança no mundo virtual.
Como tudo nas tecnologias há sempre um lado positivo e um lado negativo (riscos de utilização).

Será que as pessoas têm noção ou pelo menos leem as políticas de utilização ou será que marcam o “quadradinho” que diz que já se leu e que se está ciente da política de privacidade do site? 
Estou certa que muitas pessoas acabam por não ler, fazendo com que a maioria das pessoas utilize a rede social sem fazer uso das ferramentas disponíveis, como o bloqueio de fotos, por exemplo.
A falta de consciencialização das pessoas talvez se deva essencialmente a duas razões: iliteracia e facilitismo.
As políticas de privacidade estão sempre presentes nas redes sociais, no entanto cada utilizador irá moldar a sua própria política e permitir ou não o acesso intencional aos seus dados, imagens, à sua vida.
Hoje em dia a sociedade é considerada uma cidadania 2.0, ou seja tem como objetivo envolver as pessoas capazes de partilhar as suas experiências e voluntariar as suas competências, usando para aumentar o diálogo e o envolvimento dos cidadãos em torno de causas nas variadas plataformas existentes online. 
Estas iniciativas pretendem estimular a participação nas redes sociais.
Na minha opinião, uma pessoa não pode acusar ninguém de invasão de privacidade se literalmente deixa as “portas abertas” a qualquer curioso ou criminoso, depois de ter condições para evitar isso.
O artigo 80º do Código Civil diz-nos que “todos devem guardar reserva quanto à intimidade da vida privada de outrem” e que “a extensão de reserva é definida conforme a natureza do caso e a condição das pessoas”.
Segundo o artigo 35.º da CRP (Mãe de todos os princípios de proteção de dados em Portugal) todos os cidadãos têm o direito de acesso aos dados informatizados que lhes digam respeito, podendo exigir a sua retificação e atualização, e o direito de conhecer a finalidade a que se destinam, nos termos da lei.
De certa forma estes artigos limitam a liberdade de expressão, ou seja, não podemos exprimir ideias que, de alguma forma, invadam a privacidade de outrem. Diz-nos ainda, por outras palavras, que cada caso é um caso e, por isso, podemos exprimir-nos livremente de certa maneira num certo contexto, mas noutro, mesmo que semelhante, pode já não ser igualmente aceitável.

E se houvesse Facebook ou outra rede social, antes ou nos dias da revolução do 25 de Abril? Nunca poderemos saber o que mudaria mas provavelmente nem teríamos liberdade para construir algo como as redes sociais.

São milhões de pessoas que diariamente usam a Internet para interagir socialmente. Ligam-se à rede ou redes sociais preferidas e começam a comentar e a partilhar conteúdos, sem pensar na sua privacidade, na dos outros e até nos direitos de autor.
Os conceitos de privacidade e de vida privada têm evoluído ao longo das décadas, mas mantém, apesar disso, o seu núcleo essencial. 
A privacidade é um alvo em movimento; as pessoas dizem que sua privacidade é importante, mas comportam-se de tal forma que fica evidente a ausência de preocupação com ela e acham as configurações da rede social muito complexas mas não se esforçam para tentar saber como funciona, assim como não se interessam muitas vezes em saber os direitos previstos na lei.

Beijinhos e até ao próximo post.

Referencias Bibliográficas: 
Decreto-Lei nº 47344. (25-11-1966) 168-194. 
Decreto-Lei nº6/96. D.R. I Série-A. 26 (31-01-1996). 
Lei Constitucional nº 1/2005. D.R. I Série-A. 155 (12-08-2005) 4642-4686.

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